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Plano Dalton (método de laboratório)

Plano Dalton (método de laboratório)

O plano Dalton tem como objetivo melhorar a instrução tradicional em sala de aula, combinando estudo, pesquisa e colaboração. Vamos conhecer?

Você já ouviu falar no plano Dalton? Foi idealizado por Helen Parkhurst, no ano de 1920, na cidade de Dalton (Massachusetts/EUA). A professora americana, que começou trabalhando em uma escola rural montessoriana, sentiu a necessidade de atender devidamente a todos os seus alunos e por isso, resolveu ‘fugir’ da forma tradicional de ensino. Na época, acabara de ler ‘Um estudo do desenvolvimento mental’, de James Swift, e decidiu por trabalhar com laboratórios educativos.

O plano Dalton, também conhecido como Método de Laboratório, foi verdadeiramente revolucionário para a época, pois implica no desaparecimento da disciplina e da classe, que passam a converter-se em um laboratório. A proposta é que se tenha um local de educação das capacidades e necessidades dos alunos, feito por eles mesmos, mediante uma experiência real da vida, ao mesmo tempo em que se adquirem conhecimentos básicos das matérias essenciais.

Para facilitar o entendimento de como seriam os laboratórios, vou descrever de maneira simples. Imagine você chegando em uma universidade, onde existem salas ou locais específicos para disciplinas. Nessas salas se encontram todos os elementos necessários (livros, aparelhos, objetos correspondentes, maquetes, etc), assim como um cenário correspondente à classe de pesquisa que se fará ali. Nestes laboratórios, se encontram professores especialistas nas respectivas matérias, que indicarão os caminhos por onde os alunos poderão seguir em seus estudos.

Você tem em um corredor diversas salas, cada uma com um tema específico. Digamos que a primeira delas é de ‘Liderança’, onde os alunos vão até esse laboratório para aprofundarem seus conhecimentos em tal disciplina. Ali, só se encontram referências de líderes, conceitos e técnicas nos livros e revistas, imagens pelas paredes e um ambiente que inspira o tema. O aluno que ali entra, tem uma imersão no mundo de liderança, para que desenvolva conhecimentos e habilidades da disciplina.

O mesmo acontece com as salas ao lado: ‘Matemática Financeira’, ‘Gestão da Inovação’, ‘Direito do Consumidor’ e por aí vai. Seja qual for o laboratório que o aluno resolver acessar, encontrará um educador especializado, um ambiente personalizado e inúmeras tarefas que se possam realizar. De acordo com o plano Dalton, todos os alunos que estão nos laboratórios devem ser tratados por igual, portanto o educador deve ceder à tentação de impulsionar os mais adiantados, os mais bem dotados, por brilhantismo ou por simpatia.

Helen defendia alguns fundamentos educacionais no Plano Dalton:

– O aluno deve ter autonomia para realizar seu trabalho e decidir a forma de progressão ao longo do programa de estudo.

– A substituição da unidade de tempo (diário, semanal, quinzenal) pela de conteúdo (fração do programa) como critério para medir o progresso do aluno.

– A organização do centro de ensino em ‘laboratórios’, cada um especializado em uma disciplina.

– O compromisso do aluno para concluir cada parte do programa (atribuição) em um plano determinado (contrato de aprendizagem).

– O suporte individualizado do processo de aprendizagem, para o que cada aluno recebe orientações metodológicas e bibliográficas que guiam a aprendizagem correspondente a cada ‘atribuição’.

– A orientação individualizada por parte do educador.

Segundo o plano Dalton, cada aluno pode programar o seu plano de estudos, de forma a atender às suas necessidades, interesses e capacidades, para promover a independência e a auto-confiança e para melhorar as competências sociais dos alunos e o sentido de responsabilidade para com os outros.

No princípio, tal método de ensino foi desenvolvido para crianças, mas cabe perfeitamente na educação de adultos, principalmente por possibilitarmos que os aprendizes ingressem em ambientes personalizados, com total imersão ao tema de estudo. Se o aluno adulto consegue relacionar a teoria com uma atividade prática, ter orientação de um educador especialista na área (e não um executor de aulas), além de acesso à livros, maquetes e outros materiais de apoio, se sentirá muito mais envolvido naquilo que se propõe aprender.

Penso que um dos pontos fortes do plano Dalton é a possibilidade do aluno escolher qual laboratório irá frequentar no dia de hoje. Uma vez que ele possui um programa curricular, assim como tarefas a serem cumpridas, o aluno pode preferir frequentar um ambiente específico de início, por ter mais afinidade com a matéria, ou de acordo com seu espírito e motivação naquele momento. Existe também a possibilidade do aluno identificar a necessidade de aprender sobre um conteúdo específico devido a alguma situação no dia-a-dia profissional, um problema que tenha surgido e que o incentivou a buscar o aprendizado no laboratório.

Caio Beck
ADMINISTRATOR
AUTOR

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