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Kalokagathia, você está buscando evoluir?

Kalokagathia, você está buscando evoluir?

Você já ouviu falar sobre Kalokagathia? No artigo de hoje vamos trocar saberes em relação ao desenvolvimento pessoal. O que busca para si?

Kalokagathia (καλοκαγαθία) é um conceito grego derivado da expressão kalos kai agathos (καλός καi αγαθός), que significa literalmente algo belo (καλός) e bom/virtuoso (ἀγαθός). Na aristocracia ateniense, era muito utilizado para se referir ao homem ideal ou perfeito.

Em torno do século V a.C, pelos registros de Platão, Aristóteles, Xenofonte e tantos outros, havia muito essa preocupação com as virtudes, em alcançar a arete (excelência), com a ‘alma saudável em um corpo saudável’ (latim: mens sana in corpore sano). O excesso nunca é bom, isso é fato, tanto que na antiguidade grega essa fixação perdurou por um período, mas deixou de existir alguns séculos depois.

O fato é: o que você está buscando para si?

Quais competências técnicas e comportamentais deseja desenvolver? O que você ainda não sabe e precisa conhecer? Quantas habilidades te fazem falta? Em que estágio de desenvolvimento você está? Onde quer chegar?

Imagine que você tem uma barra, a ser preenchida de 0 a 10, para cada uma de suas competências. Quantas barras estariam completas? Fazendo uma autoavaliação, qual o percentual de satisfação com o seu ‘eu’?

Você tem a resposta para essas perguntas? Percebo pessoas pouco preocupadas com isso, os dias passam e elas aparentemente continuam as mesmas. Talvez você também conheça pessoas sem propósitos, sem ambições pessoais, que não acreditam em novos saberes ou não confiam no próprio potencial. ‘Ah, nunca fui bom em nada’. Que erro, não?

Mas talvez você também conheça pessoas que acreditam já saber tudo, estão saciadas de conhecimentos, dominam todo e qualquer conteúdo, ao ponto de estarem acomodadas, ou melhor, ‘satisfeitas’. Achar que somos detentores de saberes não é nada legal, pelo contrário, se acreditarmos que tudo sabemos, o que nos motivaria ao ‘novo’, a seguir em frente?

Precisamos encontrar um ‘meio-termo’, nem vazios, nem cheios, ou melhor, basta sermos realistas. Estamos em constante evolução e as competências que necessitamos, sejam as pessoais, sociais, profissionais, nunca serão as mesmas. Um novo emprego, uma nova relação, uma mudança de cidade ou um caminho diferente que você tome, vão te obrigar a desenvolver novos saberes.

Para reconhecer que te falta algo, não será nada difícil. Basta olhar para dentro e perceber: hoje estou aqui, sei isto, domino aquilo outro, nisto não sou tão bom. Saiba que será muito mais fácil olhar para si, do que tentar analisar o seu colega, o marido, a namorada, o filho, alguém da equipe ou até mesmo o seu aluno. Você não precisa de permissão. Faça isso!

Escolha algo. Comece com alguma habilidade que você valorize, como por exemplo: comunicação. Pense: De 0 a 10, o quanto sei me comunicar? Conheço técnicas e ferramentas que me auxiliam? No meu histórico, falhei muitas vezes ao tentar me comunicar? Vamos dizer que em sua análise, a nota obtida foi 5. Ó-t-i-m-o! Isso quer dizer que existe uma oportunidade de melhoria de dobrar aquilo que hoje sabe. Se faltar apenas 20%, sem problemas, você está quase lá.

Se você for sincero (penso que ninguém vai querer enganar a si mesmo), isso será fácil. Costumo fazer isso e percebi muitos pontos fortes, porém inúmeras oportunidades a serem melhoradas e que nunca tinha me dado conta. Se surge um novo desafio, como por exemplo liderar uma equipe, antes de tudo faço essa autocrítica. Não dói e nem leva muito tempo. Basta se perguntar: Já liderei? As pessoas me consideram um bom líder? Qual liderança eu gostaria de exercer? Tenho competência para tal?

Por fim, isso também acontece em sala de aula. Se os seus alunos estão dormindo ou no celular, é óbvio que você não preencheu todas as barras em didática, comunicação, técnicas educacionais, domínio do conteúdo, empatia, rapport, etc. Não fique triste ou desmotivado se isso vier a acontecer, basta perceber e assumir que há algo a ser aprendido, praticado, colocado em prova.

Voltando aos gregos, em diversos momentos da antiguidade grega, perceberam que novas competências deveriam ser desenvolvidas. Se em um determinado período bastava a gramática, a música e a ginástica, noutro perceberam que a oratória seria essencial, assim como a ética, retórica, política, crítica literária, etc. Volto a dizer, o ser humano sempre estará em constante evolução, portanto, espero que o ‘você amanhã’ não seja igual ao ‘você hoje’.

Gostou de saber sobre a Kalokagathia? Se sim, deixe seu comentário neste artigo e compartilhe seus saberes.

Até um próximo artigo.

Caio Beck
ADMINISTRATOR
AUTOR

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