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Como aprender a aprender?

Como aprender a aprender?

Como descobrir a melhor estratégia de aprendizagem para que possamos entender aquilo que não entendíamos antes? Vamos refletir.

Ultimamente tenho visto muitos blogs e educadores falando sobre a aprendizagem, mas gostaria de gerar uma reflexão com vocês: Como aprender a aprenderResolvi publicar um artigo sobre isso, mas antes, deixo aqui uma breve definição:

“A aprendizagem é um processo contínuo e dinâmico que ocorre durante toda a vida do ser humano e é por meio dela que o indivíduo se apropria de algo novo, aprende um novo conhecimento, de modo que esse conhecimento passa a fazer parte dele.”

A questão é: Como aprender algo novo? Tem alguma técnica? Existe um método mais eficaz? Todo mundo aprende igual? Enfim, como aprender a aprender? A minha resposta seria: É muito particular, depende exclusivamente de você!

Aprender a aprender é descobrir qual a melhor estratégia de aprendizagem para que possamos realizar o processo de entender o que não entendíamos antes. Confuso? Não! É só refletir:

– O que já sabemos? (você sabe de algo)

– Como aprendemos o que já sabemos? (de alguma forma, você aprendeu)

– Como aprender o que não sabemos ainda? (está aí a pergunta mais importante)

Para que o processo de aprendizagem aconteça, precisamos ser capazes de desenvolver nossas percepções sobre quais são os nossos desejos, motivações, vontades, necessidades, ambições, etc. Tudo isso influenciará em nosso modo de aprender algo, seja dentro ou fora de uma sala de aula.

Como aprender a aprender

O caminho para uma aprendizagem mais eficaz se dá através do conhecimento:

– De si mesmo;

– De sua capacidade de aprender;

– Do processo que você utilizou com sucesso no passado;

– Do interesse e conhecimento do assunto que você quer aprender.

Aprender física é diferente de aprender química, que é diferente de aprender sobre gestão de pessoas. Ler um livro com uma história é diferente de ler um livro técnico, pois os aprendizados serão distintos. E indo mais além, duas ou mais pessoas que aprendem matemática, química ou sobre gestão de pessoas, possivelmente aprendem de formas distintas, afinal uns são mais visuais, outros mais manuais, existem aqueles que têm mais sensibilidade auditiva, etc.

Segundo David Ausubel, “Para que ocorra a aprendizagem, é necessário partir daquilo que o aluno já sabe, e os professores deveriam criar situações didáticas com a finalidade de descobrir esse conhecimento prévio, que serve de suporte para os novos conhecimentos que serão adquiridos e construídos”.

O educador precisa entender que o aluno adulto já aprendeu algo no passado e quando absorveu um conteúdo, seja ele qual for, utilizou algum método de aprendizagem que melhor lhe agradou. Ex.: Leitura, memorização, resolução de problemas, interpretação, dinâmicas, pesquisas, atividade em grupo, etc.

O Andragogo precisa orientar o aluno a aprender/entender qual é o melhor processo de aprendizagem. Isso será algo individual e pode variar de acordo com cada aluno da turma. Alguns alunos preferem anotar as explicações, outros preferem refletir sobre o conteúdo em suas casas, assim como alguns vão preferir buscar referências sobre o assunto na internet.

O papel do Andragogo nesse processo é despertar no adulto a melhor forma de aprendizagem e para isso podemos utilizar a motivação ou o elemento surpresa, trazendo assuntos novos e atualizados. Uma outra forma é relacionar a informação com conhecimentos anteriores, utilizar a repetição ou reflexões, metáforas e analogias.

Caso o educador encontre algum aluno com dificuldade no aprendizado de um conteúdo, poderá perguntar:

– Quais são seus hábitos de estudos? O que já funcionou para você antes?

– Devo ir mais rápido ou mais devagar? Como você costuma aprender?

– Quais são as suas expectativas para esse conteúdo? Chegou a pesquisar algo antes da aula?

Em resumo, os educadores deveriam prestar mais atenção em como se comportam seus alunos, e aí então auxiliar na questão de como aprender a aprender. Se preocupar em saber o que eles já sabem, quais suas experiências, os ‘pré-conceitos’ que levam para a sala de aula, e não tentar ensinar por igual, de uma única maneira.

Saiba que nem todo o aluno é criativo, responsável ou concentrado. Nem todo aluno gosta de pesquisar, de contribuir com a aula com exemplos vividos, mas isso não quer dizer que ele não saiba aprender. Para esse ou aquele aprendiz, o que você pode fazer é ajudá-lo a enxergar quais as melhores formas de aprender algo novo, de fazê-lo refletir tudo o que ele já aprender e de que maneira isso foi feito.

Aos educadores, deixo a pergunta: Alguma vez você já se preocupou em saber como seu aluno prefere aprender?

Sugiro um livro muito bom da Barbara Oakley, chamado Aprendendo a Aprender. Como Ter Sucesso em Matemática, Ciências e Qualquer Outra Matéria. Ele é de 2014, mas com ótimos conceitos, dicas e métodos eficazes de aprendizagem.

Deixo também outras 2 referências de como aprender a aprender:

DUARTE, N., (2000). Vigotski e o “aprender a aprender”: crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana. Campinas: Autores Associados.

FONSECA, V., (1998). Aprender a aprender: a educabilidade cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas.

Caio Beck
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