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Como incentivar o adulto a aprender?

Como incentivar o adulto a aprender?

Um dos papéis do novo educador de adultos é incentivar e motivar os aprendizes, porém sabemos que essa não é uma tarefa fácil.

Aqui no site já debatemos muitas vezes o assunto de aprendizagem na fase adulta. Vários autores defendem a ideia de que um adulto é motivado a aprender somente em duas situações: quando surge uma necessidade ou quando desperta o interesse que somente a aprendizagem vai satisfazer. Te convido a refletir sobre outras possibilidades de como incentivar o adulto a aprender?!

Por muitas vezes o descaso pela aprendizagem quando já se é adulto, é motivado pela falta de incentivo do educador em entender as necessidades de auto direção de um estudante adulto e principalmente pelas diferenças individuais entre os seres humanos com o aumentar da idade.

Segundo o educador americano Eduard Lindeman, a educação de adultos precisa ser organizada através de situações e não de disciplinas, sendo que estas deveriam ser introduzidas apenas quando necessário. Um aspecto importante na educação de adultos é a humildade do educador perante ao aluno, pois deveria portar-se como igual.

Como incentivar o adulto a aprender?

Tentar ensinar uma ou mais disciplina ao adulto é ter que convencê-lo que o mesmo não possui o devido conhecimento e que deve se aprimorar para que se torne um conhecedor ou especialista naquilo que se propõe. A grande barreira que os educadores encontram no dia de hoje é que os alunos adultos não enxergam a necessidade do aprendizado, nem mesmo de que forma tudo aquilo que já viveram pode agregar na sala de aula.

Em seu livro The Meaning of Adult Education, Lindeman cita que os textos e os professores têm um papel secundário neste tipo de educação, a importância maior deve ser dada ao aprendiz. O conhecimento trazido pelo professor e a experiência trazida pelo adulto, devem se unir e propiciar aprendizagem, nesse caso, para ambas as partes.

“Nosso sistema acadêmico se desenvolveu numa ordem inversa: assuntos e professores são os pontos de partida, e os alunos são secundários. (…) O aluno é solicitado a se ajustar a um currículo pré-estabelecido. (…) Grande parte do aprendizado consiste na transferência passiva para o estudante da experiência e conhecimentos de outrem (…) nós aprendemos aquilo que nós fazemos. A experiência é o livro-texto vivo do adulto aprendiz.” 

Resumindo, como incentivar o adulto a aprender? Para a maioria dos autores que defendem o uso da Andragogia como uma ferramenta didática em sala de aula, o conceito principal é despertar o interesse do adulto, fazendo-o entender que é possível aplicar o conhecimento adquirido em sua vida, tanto pessoal, social, como profissional.

Ao utilizar os conceitos andragógicos como uma ferramenta didática é possível ao educador ensinar disciplinas, assim como também orientar o adulto na busca de novos rumos de caráter prospectivo, que levem à ideia de aperfeiçoar e progredir.

E na sua opinião, como incentivar um aluno adulto a aprender? Comente abaixo.


Temos um curso de Andragogia (educação de adultos), compartilhando a história andragógica e uma das aulas é totalmente dedicada ao Eduard Lindeman. Nesta e nas demais aulas, tratamos a todo momento sobre como envolver e motivar o aluno adulto.


– Beck, C. (2014). Como incentivar o adulto a aprender? Andragogia Brasil. Disponível em: https://andragogiabrasil.com.br/como-incentivar-o-adulto-a-aprender/

4 comentários
Caio Beck
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4 Comentários

  • Roberto Jose Maciel
    maio 14, 2018, 5:48 pm

    Tenho um conhecido que é mecânico de automóvel e analfabeto. Gostaria de tentar alfabetizá-lo mas para isto necessito fazer um curso de alfabetização de adultos. Sou formado em Administração de Empresas mas não tenho experiência na área de educação. Atualmente estou aposentado. Gostaria de fazer um curso rápido voltado para este objetivo e necessito de orientação.

    RESPONDER
    • Caio Beck@Roberto Jose Maciel
      maio 21, 2018, 8:29 am

      Olá Roberto, como vai?
      Obrigado pelo seu comentário.
      Começo te indicando um artigo sobre o Método Paulo Freire de Alfabetização: (https://andragogiabrasil.com.br/metodo-paulo-freire/)
      Devemos entender que seu conhecido é um adulto, com várias experiências e histórias de vida. Comece por aí! Descubra quais são seus interesses e motivações internas, identifique quais foram suas tentativas em ler e escrever, em quem ele se inspira, quais são as palavras que já conhece, enfim, o trate como uma pessoa única.
      Caso queira, e se julgar necessário, indicamos nosso curso de Andragogia, que está disponível em http://www.ensinodeadultos.com.br

      RESPONDER
  • Maria da Conceição de Mesquita Cornetta
    agosto 19, 2019, 2:35 pm

    Tenho pensado muito e lido algumas coisas sobre isso. Acredito que se o aprendiz sabe porque e como ele aprende com mais eficácia e duração, facilita a adesão a algumas técnicas de aprendizado e retenção de conhecimento. No momento estou fazendo buscas na literatura para trabalhar com os alunos, não só com o professor, que aplica novas metodologias de ensino. O importante é atrelar ensino com aprendizagem. Um só, no caso o ensino, pode não funcionar.
    Abraço
    Conceição Cornetta

    RESPONDER
    • Olá Conceição, como vai?
      Te convido a refletir sobre essa questão. Penso que o aprendiz adulto sabe COMO aprende, devido a sua experiência de vida. Em diversos momentos já testou caminhos diferentes, soube aprender com os erros e acertos. Certo?
      Agora, sobre o PORQUE é um pouco mais complicado! O ser humano adulto não costuma olhar para dentro. É uma tarefa difícil! Aquela nossa motivação interna, que nos faz levantar cedo, pegar um ônibus lotado, sair de casa na chuva e manter-se 3, 4 horas em uma sala de aula, por incrível que pareça, não é tão visível assim.
      Confundimos esse PORQUE (que deveria ser algo íntimo, só nosso) com os estímulos e motivações externas, como uma promoção no emprego, recolocação no mercado, obtenção de um certificado, status social, etc. Os professores julgam saber o que os alunos, por exemplo em um MBA, querem (ou não) com o aprendizado.
      O tema deste texto é justamente o foco no incentivo, de ter um papel de orientador, de condutor, de provocador, daquele que desconstrói ‘pré-conceitos’ e facilita a busca pelo autoconhecimento.
      Quando incentivamos nossos aprendizes a olharem para dentro, é uma descoberta pessoal e esse é um dos papéis da educação: orientar para a vida. Quando o próprio aluno entende a importância da aprendizagem e percebe que está de acordo com suas necessidades, propósitos, motivações intrínsecas, tudo fica mais fácil.
      Um abraço!

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