728 x 90
728 x 90

Ciclo de Aprendizagem de Kolb

Ciclo de Aprendizagem de Kolb

O Ciclo de Aprendizagem de Kolb é um modelo de representação de como as pessoas aprendem, tendo como base um ciclo contínuo de 4 estágios.

O Ciclo de Aprendizagem de Kolb foi criado pelo teórico de educação David A. Kolb – mestre e doutor pela Harvard University e fundador da Learning Based Systems. É um modelo de representação de como as pessoas aprendem, que atribui grande valor ao papel da experiência na aprendizagem.

Kolb descreve o processo de aprendizagem tendo como base um ciclo contínuo de quatro estágios: Experiência Concreta (agir), Observação Reflexiva (refletir), Conceitualização Abstrata (conceitualizar) e Experimentação Ativa (aplicar).

Passar por cada um deles é uma forma de refletir sobre o seu aprendizado. A seguir, veremos um pouco mais sobre cada etapa:

1. Experiência Concreta (Agir)

Ao desenvolver uma atividade em sala de aula, seja ela qual for, o aluno adulto absorve novas experiências concretas, tendendo a tratar as situações mais em termos de observações e sentimentos do que com uma abordagem teórica e sistemática.

2. Observação Reflexiva (Refletir)

Nesse momento o aluno começa a pensar e refletir sobre a atividade que desenvolveu. Quais foram seus sentimentos e emoções? Se houve um desentendimento, por que se deu? Sob quais circunstâncias? Como ele se comportou e como outros se comportaram?

Os estudantes estão envolvidos em observar, revendo e refletindo sobre a experiência concreta do estágio anterior. As reflexões e observações neste estágio não incluem necessariamente realizar alguma ação.

3. Conceitualizar

Neste estágio os estudantes se desenvolvem e agem no domínio cognitivo da situação usando teorias, hipóteses e raciocínio lógico para modelar e explicar os eventos. O aprendizado situacional da etapa anterior, centrado no momento de uma experiência, pode ser ampliado em um grande aprendizado.

Esse é o momento que o aluno passa a pensar de forma mais lógica e sistemática. O entendimento é baseado na compreensão intelectual de uma situação, com alto nível de abstração.

4. Aplicar

Os estudantes estão envolvidos em atividades de planejamento, experimentando experiências que envolvem mudança de situações. Os estudantes usam as teorias para tomar decisões e resolver problemas. É o momento de colocar a teoria em prática, buscando exercitar o aprendizado de forma ativa. É o momento de gastar tempo com experimentações, influenciando e mudando variáveis em diversas situações.


O educador americano também identifica quatro estilos de aprendizagem, que são: divergente, assimilador, convergente e acomodador. Os estilos de aprendizagem são preferências na forma de perceber, organizar, processar e compreender a informação. Para Kolb a aprendizagem eficaz requer o movimento cíclico passando pelos quatro estilos de aprendizagem, embora usualmente estudantes prefiram um estilo em detrimento dos outros. Por este motivo, Kolb postulou que os estudantes desenvolvem-se mais em um destes estilos.

Divergentes: Têm como pontos fortes a criatividade e a imaginação. Recebem este nome por serem bons em situações que necessitem gerar uma variedade de ideias e implicações alternativas. A pergunta característica desse tipo de estudante é “Por quê?”.

Assimiladores: São fortes na criação de modelos teóricos e raciocínio indutivo, não focando no uso prático de teorias. Suas perguntas características são “O que há para se conhecer?” e “O que isto significa?”.

Convergentes: Destacam-se na resolução de problemas, tomada de decisões e aplicação prática de ideias. Utilizam raciocínio dedutivo e recebem este nome porque trabalham melhor em situações em que há uma só solução a uma pergunta ou problema. As perguntas características desse tipo de estudante são “Como?” e “O que eu posso fazer?”.

Acomodadores: Gostam de experiências práticas ao invés de uma abordagem teórica. Eles geralmente assumem riscos e resolvem problemas de uma maneira intutiva e em uma abordagem de tentativa e erro. As perguntas características desse tipo de estudante são “O que aconteceria se eu fizesse isto?” e “Por quê não?”.

Obs.: Existem algumas referências que direcionam o Ciclo de Aprendizagem para Charles Kolb, porém o portal Andragogia Brasil verificou através de pesquisas, que o idealizador deste conceito é realmente David. A. Kolb, nascido em 1939.

Principal referência para leitura sobre o Ciclo de Aprendizagem de Kolb:

– Kolb, D. A. (1984). Experiential learning: Experience as the source of learning and development. New Jersey: Prentice-Hall.


Conheça também a Aprendizagem Vivencial, que está muito relacionada com o tema abordado neste artigo.

2 comentários
Caio Beck
ADMINISTRATOR
AUTOR

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos com * são obrigatórios.

Cancel reply

2 Comentários