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Aprendizagem ao longo da vida traz felicidade

Aprendizagem ao longo da vida traz felicidade

Vamos conversar sobre a educação ao longo da vida? Estudos apontam que a aprendizagem continuada traz felicidade ao adulto.

A educação de adultos é uma área delicada, que se debate/estuda há séculos, mas que de resultados positivos pouco se encontra. Na década de 20 e 30 do século passado, muitas associações foram criadas, como é o caso da Associação Americana de Educação de Adultos, do Instituto Britânico de Educação de Adultos, da Escola de Trabalho de Frankfurt, dentre várias outras iniciativas interessantes.

A grande questão que se investiga é: como fazer o adulto continuar aprendendo durante toda a vida? Com isso, surgem então diversos autores (Kapp, Lindeman, Rosenstock, Knowles, Savicevic, etc), assim como, inúmeros artigos e livros publicados. A grande preocupação com o COMO, nos faz deixar de lado algo mais importante, que é o POR QUE.

Quando um adulto volta para a sala de aula, seja com 30, 50 ou 80 anos, muitos benefícios são alcançados. Muitos falam do desenvolvimento de competências (que é ótimo para qualquer ser humano), outros afirmam que a conexão com a comunidade é trabalhada (o lado social, sem dúvidas é muito importante), e tem aqueles que apostam que a aprendizagem ao longo da vida traz o bem-estar.

Sabe aquela sensação de fazer parte de algo, de olhar para dentro e perceber que está evoluindo, e que você tem muitos caminhos a percorrer? A educação permite isso. O ‘sair da inércia’, a fome pelo conhecimento e a provocação de que ainda há muito a buscar, faz do aprendiz adulto um adepto da educação continuada.

Ao me deparar com o número de egressos nas aulas da EJA, ou de iniciativas semelhantes, confesso que me entristece. Porém, se passarmos a entender o por que de nossos alunos, talvez sejamos mais certeiros, tanto nas didáticas, como na forma como encaramos a educação de adultos. Quem sabe o aluno adulto não queira somente ouvir de alguém que ele deve desenvolver isso e aquilo para se equiparar e ter chances na sociedade.

Certa vez ouvi o depoimento de um ‘aluno’ de 84 anos que dizia: “continuo fazendo treinamentos e assistindo palestras, porque sair da cama e sentir que tenho um propósito já me é desafiador. Agora, saber que na minha idade, ainda tenho coisas a descobrir, é mais do que um desafio, é uma missão.”

Já parou para pensar que os apelos das instituições de ensino que buscam ‘laçar’ os aprendizes adultos é sempre em torno de: “conclua o ensino médio em 3 meses”, “faça esse curso e saia empregado”, “rapidez e economia”, “certificado válido em todo Brasil”, e por aí vai. Será mesmo que alguém está preocupado com a educação desse público, e com os benefícios que esta lhes traz?

Se você atua com aprendizes da terceira idade, busque uma pesquisa feita pela Alzheimer’s Society (www.alzheimers.org.uk), onde diz que a educação retarda significativamente a doença. Pode parecer meio óbvio, eu sei, mas você encontrará dados gritantes sobre os benefícios da aprendizagem. Não é só o fato de adquirir um novo saber, está relacionado mais na busca de algo que lhe traga felicidade.

Quando apresentamos um propósito na educação de adultos, vamos mais além que a alfabetização, do desenvolvimento de conhecimentos e habilidades, assim como da obtenção de um título acadêmico. É permitir que o aluno continue ativo e entusiasmado por saber que a educação não é apenas periódica e obrigatória, e sim, benéfica e saudável.

É interessante pensarmos que a felicidade vem de momentos em que você sente a vida te elevar ao máximo seja ao descobrir algo novo, ao obter algo essencial para si ou ao encontrar um simples atalho. Com isso, encerro lembrando que Aristóteles defendia que a felicidade é uma atividade de acordo com o que há de melhor no homem, e se há algo melhor do que a educação, deixem-me saber.

Até um próximo artigo!

Caio Beck
ADMINISTRATOR
AUTOR

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