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A primeira vez que se emprega o termo Andragogia foi em um livro chamado 'Platon's Erziehungslehre', que em português seria ‘Ideias Educacionais de Platão’, cujo o autor, um professor alemão chamado Alexander Kapp, utiliza as teorias educacionais de Platão para descrever a necessidade de aprendizagem ao longo da vida. Segundo Kapp (1833), para um adulto aprender é preciso de auto-reflexão e ter objetivos claros de aprendizagem, cabendo a ele próprio identificar quais os conhecimentos lhe agregam valores pessoais e/ou profissionais, facilitando o interesse em continuar aprendendo ao longo da vida.

Para descrever a necessidade desse aprendizado contínuo, Kapp acreditava que a Andragogia deveria incluir a aprendizagem a partir de uma reflexão sobre a própria experiência de vida e sobre a formação profissional recebida durante o trabalho. Considera-se então, que para criar um método eficaz de ensino para adultos é preciso que se tenha um ambiente dedicado a isso, ou seja, um centro educacional voltado para os métodos andragógicos.

Não se sabe ao certo se Kapp inventou o termo Andragogia ou se tomou emprestado de outra pessoa, mas em seu livro com cerca de 60 páginas, utiliza o termo ‘Andragogia’ em diversas vezes. Em tese pouco importa quem foi o criador do termo, porém o que é muito questionado em diversas obras sobre a educação de adultos, é se os conceitos andragógicos de Alexander Kapp chegaram mesmo a ser aplicados na prática ou se não passaram de teorias.

Em pesquisa realizada por Jost Reischmann, constatou-se que durante quase um século, Alexander Kapp tentou introduzir os conceitos andragógicos em centros acadêmicos, mas não obteve sucesso. Seu objetivo era convencer que o corpo docente deveria atualizar-se quanto as didáticas utilizadas nos ensinos superiores, priorizando as experiências dos aprendizes e fugindo dos métodos convencionais de ensino, onde o educador ensina com método que o mesmo considerava ‘engessado’ e de pouca absorção, uma vez que o aluno adulto possui outras necessidades do aluno criança ou adolescente.

O método convencional que Kapp questionava a aplicabilidade para o adulto, não era recente e já havia sendo aplicado desde o século VII, quando surgiram na Europa as escolas para o ensino de crianças, que tinham como objetivo preparar jovens para o serviço religioso. Nessas escolas europeias se ensinava gramática, física e outras disciplinas, mas com foco em estudantes que ainda não se tornaram adultos.

Dois educadores foram fundamentais para o 'início' das aplicações andragógicas em instituições de ensino: Eugen Rosenstock (1921) e Eduard Lindeman (1925). Ambos aplicaram conceitos da Andragogia em turmas de adultos e divulgaram seus incríveis resultados, seja através de livros, ou em participação de eventos. O que Rosenstock (alemão) e Lindeman (americano) conseguiram, foi o que Kapp tentou por muitas décadas. Se formos mais a fundo, diversos outros educadores, filósofos e pensadores antigos já haviam defendido formas de ensino específicas para aprendizes que já não eram mais crianças (adolescentes ou adultos).

Um nome que ficou para a história foi o de Malcolm Knowles, conhecido como o 'Pai da Andragogia'. Por volta de 1945 passou a publicar artigos sobre o tema e na década de 70 virou referência mundial na educação de adultos. Muitos educadores utilizavam os princípios andragógicos de Knowles nas salas de aulas e com base neles, novas teorias surgiram. O que o americano fez pela Andragogia foi popularizar o termo e fazer com que todos os continentes soubessem que existe diferença no ensino de crianças e no de adultos, e consequentemente, entre conceitos pedagógicos e andragógicos. (Sugiro a leitura do livro The modern practice of adult education)

Depois de Knowles, muitos educadores surgiram com teses e pressupostos andragógicos. Recomendo a pesquisa de alguns nomes: Cyril Houle, Allen Tough, Pierre Furter, J. Ingalls, Chidchong Suanmali, Dusan Savicevic, Joan Allsop, John Dewey, Lev Vygotksy, dentre vários outros. Não que todos tenham citado a Andragogia como o método ideal de ensino para adultos, mas foram fundamentais para formar conceitos sobre a necessidade da educação de adultos ser diferenciada, devido ao perfil do aprendiz.

Fato é que entendeu-se por muito tempo que ao atingir um ciclo da vida, o ser humano não precisava mais frequentar uma sala de aula, pois já estava preparado para enfrentar uma atividade profissional e seguir uma carreira, pois possuía experiência e se valorizava os conceitos práticos e não mais os teóricos. A partir do momento que o adulto voltou para a sala de aula, os educadores passaram a sentir a necessidade de ensiná-los de uma forma diferente da proposta pedagógica, uma vez que o adulto possui experiências, pré-conceitos, conhecimentos prévios e motivos/objetivos pessoais que influenciam diretamente no processo de aprendizagem.

A Andragogia surge como uma proposta de ensino, com diversos métodos, técnicas e ferramentas, que ao passar dos anos se torna cada vez mais concreta e presente nas instituições de ensino de todo o mundo. Diversos educadores publicam livros anualmente, eventos específicos de educação de adultos acontecem frequentemente e a internet nos permite, através dos mecanismos de buscas, encontrar ótimos artigos e trabalhos sobre as práticas andragógicas.

Quer saber mais sobre a Andragogia? Fique a vontade pelo portal. São mais de 50 artigos sobre o tema! Divirta-se. :)

Caio Beck

Especialista em Educação de adultos.

E-mail: caiobeck@andragogiabrasil.com.br

Skype: caio.beck

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