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Torna-se cada vez maior a preocupação dos centros acadêmicos em entender e 'eliminar' o desinteresse do aluno adulto em sala de aula. A falta de motivação e talvez, a didática errada, podem ser fatores fundamentais para a falta de interesse por parte da turma. Nesse artigo vamos comentar sobre vários fatores que acabam afastando os alunos das instituições de ensino superior.

Para entendermos o motivo do desinteresse dos alunos, precisamos tentar achar o 'causador' desse problema que vem tirando o sono de muitos educadores. Diversos estudos apontam os principais fatores para a falta de interesse do aluno adulto no ensino superior. Dentre eles estão: preocupação com a família, cansaço após um dia de trabalho, uso de aplicativos em sala de aula, falta de interação entre professor e aluno e a dificuldade em relacionar a teoria com a prática. 

Esses e outros fatores colaboram para a grande evasão de alunos, tanto na rede privada, como na pública. Para se ter uma ideia, em 2013 a taxa de evasão dos cursos presenciais da rede privada no Brasil atingiu o índice de 27,4% na rede privada e 17,8% na pública. Nos cursos EAD, no mesmo ano, o índice chegou a 29,2% na rede privada e 25,6% na pública. 

O problema é falta de opção?

Não. Lugar para estudar é o que não falta para o adulto brasileiro. Tanto é que o número de Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil esteve em constante ascensão nos últimos 13 anos, com um crescimento total de 102,6%, sendo 108,2% nas IES privadas e 71% nas públicas.

Atualmente existe opções diversas para se estudar, em qualquer região do brasil, principalmente se você é da região Sudeste, responsável por 47,2% de matrículas em cursos presenciais no ensino superior no Brasil, seguida pelas regiões Nordeste (20,9%), Sul (15,6%), Centro-Oeste (9,4%) e Norte (6,9%). Somente no Estado de São Paulo tivemos mais de 1,6 milhão de alunos matriculados (26,8% do total) em cursos presenciais das redes privada e pública. Em segundo lugar Minas Gerais, com um total de 631 mil matrículas (10,2%), seguido pelo Rio de Janeiro, que registrou 518 mil matrículas (8,4%).

Será falta de professores?

Não. Você sabia que entre 2003 e 2014 foram formados 591 mil novos mestres e doutores? Pois é, mas mesmo assim, quase 40% dos professores no Brasil não têm formação adequada para ministrar a disciplina a qual são responsáveis. No ensino superior, a grande maioria dos educadores nunca frequentou uma aula para formação de professores, muito menos compreendem os conceitos andragógicos. (Isso é fato, pergunte aos seus professores).

Então a culpa é do aluno?

Não deveria ser, uma vez que mais de 70% dos alunos de ensino superior também trabalham e possuem outros afazeres. Se estão em sala de aula, no mínimo estão dispostos a aprender. O X da questão é: O que querem aprender? Como querem aprender? De quem querem aprender?

Agora paramos com dados e estatísticas e vamos falar do interesse do aluno.

Esses dias um amigo/professor me contou que ficou chateado quando estava aplicando uma aula e a maioria dos seus alunos estavam no 'WhatsApp'. Segundo ele, era um absurdo a falta de educação da turma, sendo que ele 'se dispôs' a estar ali, em pé após um dia cansativo e que mal sabiam os alunos a quantidade de conteúdo que perderam quando estavam 'fofocando' em seus grupos sociais.

Bem, professor... Por algum motivo o WhatsApp estava mais interessante que você e talvez, a culpa não seja dos alunos. Já parou para pensar que o seu conteúdo ou a forma de transmiti-lo pode ser desinteressante? Em nenhum momento quero que se sinta desmotivado ou chateado com minhas palavras, mas sempre digo aqui no portal que os seus alunos, ao se matricularem na instituição, compraram um serviço: o de educação.

Sabe quando você vai até uma loja de sapatos e o vendedor não lhe atende bem? Você quer provar vários modelos, se encantou com um da vitrine e entrou na loja só para saber mais sobre ele. Pois então, quando o vendedor não lhe trata bem, ou não lhe oferece opções, você não se interessa por comprar. É a mesma coisa! Como quer que o aluno se interesse por você, se você não sabe vender sapatos.

Onde quero chegar com isso? É simples. Se o aluno está no celular, com sono, conversando com o colega, é porque você não conseguiu envolve-lo com sua didática. Vídeos cansativos, inúmeros slides, transmissão de conhecimento unilateral? Não combinam com educação de adultos.

Vimos que temos muitas instituições de ensino, diversos profissionais com currículos e certificações para ocuparem o papel de educador, mas então... o que pode estar faltando?

Aqui no portal Andragogia Brasil vamos falar sobre vários métodos, ferramentas e conceitos andragógicos que podem ser aplicados em sala de aula. Mas, nesse artigo o foco é em como despertar o interesse do aluno em sua aula.

No começo de abril/2016 foi publicado o resultado do estudo da OCDE sobre qualidade do ensino em 64 países, onde o Brasil ficou em penúltimo em número absoluto de alunos com baixo desempenho e entre os 5 piores em percentual de alunos de baixo desempenho. O teste de PISA é aplicado para alunos de 15 anos, mas são esses que em 3, 4 anos estão ingressando nas faculdades.

O aluno entra na faculdade com desconfiança, mas com sede de conhecimento. Ele ouviu de seus amigos, do irmão mais velho, de seus pais que "na faculdade é diferente!" Lembra da taxa de evasão do começo do artigo? Pois então, 40 ou 50% dos estudantes desistem já no primeiro semestre do curso. Enquanto não tratarmos adultos como adultos, não despertaremos seu interesse. A didática no ensino superior precisa ser diferente, pois o aluno virou adulto. Ele agora está trabalhando, possui experiências que podem e devem ser compartilhadas em sala de aula.

O professor precisa dizer: Aluno, agora você está no ensino superior. Você 'passou de fase'! Agora vou te ensinar de forma diferente, como adulto. 

 

Last modified on Segunda, 02 Maio 2016
Caio Beck

Especialista em Educação de adultos.

E-mail: caiobeck@andragogiabrasil.com.br

Skype: caio.beck

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