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Muitos autores colocam esse assunto como uma rivalidade, uma rixa entre dois conceitos, mas nós aqui, trataremos como duas especialidades que podem ser utilizadas na educação. A principal diferença é que uma é destinada para crianças e adolescente, já a outra para o ensino de adultos.

Vou começar respondendo uma pergunta que recebo frequentemente: "Ah, então quer dizer que a Pedagogia não é voltado para ensinar adultos?"; "Se sou pedagogo, quer dizer que não sei ensinar alguém com mais de 18 anos?"

A questão não é essa. Sim, você pode ter cursado Pedagogia e ser um excelente professor. A questão é, os métodos utilizados pela Pedagogia "Tradicional" não são tão eficazes e auto-dirigidos para alunos adultos, não pela falta de alguma habilidade do professor e sim, pelo perfil e exigências dos alunos que estarão em sala de aula.

No sentido tradicional da palavra, a pedagogia é focada na autoridade, "top-down", em que um professor tem controle total ou quase total sobre a experiência de aprendizagem de uma criança. Os adultos têm o controle sobre grande parte da sua experiência de aprendizagem e devem ser motivados a aprender. Muitas vezes podem buscar experiência de aprendizagem por vontade própria, mesmo fora da instituição de ensino.

Os métodos de ensino utilizados na pedagogia são muito sobre a transferência de conhecimento fundamental, não discurso sobre a prática. Talvez o conteúdo que o professor pretenda transmitir (com base em um currículo pré-definido) já seja de conhecimento do aluno e a necessidade seja de entender em como aplicar isso na prática, em uma realidade profissional.

Infelizmente no Brasil não temos uma formação para professores com foco na Andragogia, para podermos comparar qual formação é mais ou menos eficiente. Tanto é que não se encontra um curso superior, ou até mesmo técnico, para "Andragogos". Quem decide se especializar na educação de adultos, o faz por conta própria, em livros (na grande maioria em outro idioma), em pesquisas e nas práticas diárias em sala de aula.

Talvez isso reflita um pouco na evasão nas universidades brasileiras, que segundo estudos de 2010/2011, ultrapassavam 20%. Concordo que a carga horária é pesada, principalmente para quem trabalha, o custo as vezes é altíssimo, mas grande parte das desistências se deve ao desinteresse pelos conteúdos ensinados em sala de aula.

Se mais de 1 em cada 5 estudantes estão desistindo dos cursos acadêmicos, talvez seja a hora de repensarmos quem está ensinando e a forma com que estão fazendo. Já vimos em outros artigos as vantagens em se utilizar a Andragogia, mas deixo aqui especificamente, as principais diferenças entre as duas ciências de ensino:

 

Last modified on Quarta, 25 Maio 2016
Caio Beck

Especialista em Educação de adultos.

E-mail: caiobeck@andragogiabrasil.com.br

Skype: caio.beck

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