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No artigo de hoje compartilho com vocês alguns pensamentos sobre o que chamo de "ciências agógicas". Para facilitar o entendimento, vamos refletir sobre o significado de 'gogia'.

Com certeza você já ouviu falar de pedagogia, demagogia, andragogia, heutagogia, dentre várias outras palavras terminadas com 'gogia'. O termo vem do grego agogos ou da raiz agein (ἄγειν), que significa ‘guiar ou conduzir’ alguém. Por exemplo: “Pedagogo” é “aquele que conduz a criança” – através dos estudos; “Demagogo” é “o que conduz o povo”, nem sempre por métodos éticos ou a um destino melhor.

Nas ciências agógicas da educação existem várias outras, além das citadas anteriormente, como por exemplo: hebegogia, gerontagogia, antropogogia, etc. Mas afinal, o que elas significam?

É importante que antes de apresentar essa resposta, possamos entender o que significa educar alguém. Você sabia que a etimologia de 'educar' vem do latim educere, que significa literalmente “conduzir/direcionar para fora”? O significado do termo (direcionar para fora) era empregado no sentido de preparar as pessoas para o mundo e viver em sociedade, ou seja, conduzi-las para fora de si mesmas, mostrando as diferenças que existem no mundo.

Sendo assim, faz sentido:

Pedagogia: paidos (criança) + gogia (orientar);

Andragogia: andros (adulto) + gogia (orientar).

Nas últimas décadas muitos pensadores defenderam as ciências da educação, pois entendem que para cada fase da vida, há uma vertente da educação específica. Para as crianças (pedagogia), aos adolescentes (hebegogia), aos adultos (andragogia), aos idosos (gerontagogia). Existem aqueles que defendem a educação do ser humano ao longo da vida, em qualquer idade (antropogogia), assim como a educação com pressupostos tecnológicos (cibergogia).

Para chegar nestas ciências, basta olhar para nossos aprendizes e perceber que as crianças costumam e preferem aprender de uma forma específica, que difere do momento em que se tornam adolescentes. A rebeldia, os assuntos externos e os pré-conceitos surgem e fazem com que a aprendizagem necessite de metodologias específicas. Com o adulto, que possui vivência profissional, é recheado de experiências pessoais/sociais/acadêmicas, funciona da mesma forma. É preciso que exista educador para cada uma destas vertentes da educação, com formações, conceitos, pensamentos e atividades específicas.

Já se foi a época quando, erroneamente, acreditávamos que pedagogia definia a educação por completo. Se você é educador, sugiro que conheça todas as vertentes, afinal, pode ser que seu público mude com o tempo. É interessante saber que em cada uma das ciências agógicas, existem conceitos e práticas específicas, que normalmente funcionam somente com o público definido. Melhor ainda, é se você buscasse especialização na ciência agógica em que atua e que conhecesse a fundo quem é seu aprendiz, quais suas motivações e porque diversos autores escrevem livros, artigos e teses dizendo: 'hey professor, os alunos mudam ... e com isso, a forma de aprendizado também.'

Sabemos que a criança aprende de forma diferente do adolescente, e que com o adulto também há essa diferença, portanto, não faz sentido que tenhamos ciências, metodologias e ferramentas específicas para cada um dos aprendizes? Reflita sobre um dos grandes problemas em nosso meio acadêmico: ensinamos os adultos como se fossem crianças (enfileirados, 'submissos ao saber' do professor, avaliados ao final da disciplina e com conteúdo engessado). As estatísticas são claras, não está funcionando. Cada vez mais o número de egressos do ensino médio e também do ensino superior tende a aumentar. Sim, é culpa do modelo educacional que propomos, e não do WhatsApp, do Facebook ou da noite mal dormida pelo aluno. Chega de 'desculpas'!

Sei que é difícil absorver a ideia de que a educação é uma ciência e que é preciso estudá-la, mas te convido a pesquisar, ir mais além sobre as práticas educacionais, virar de fato um educador. Atualmente existem muitos 'professores', 'instrutores', 'mentores' que nunca leram um livro sobre o conceito da educação, que desenvolvem pessoas sem nenhuma base ou técnica, o que é péssimo para nós, pois reflete tanto no meio acadêmico, como no empresarial. Aprenda a educar, se especialize em sua ciência agógica, pois o aprendiz possui necessidades específicas, motivações internas e perfis que podem não compactuar com sua proposta de ensino. É preciso ser flexível!

Para finalizar, quero deixar uma provocação aqui: Se você está com dor de cabeça e alguém te receita um remédio para dor de barriga, o que acontece? Da mesma forma, indago a sua fome por um hambúrguer delicioso, e alguém te oferece uma salada. Pensa comigo como seria se você fosse até o cinema, assistir um filme de ação que você esperou o lançamento por mais de 1 ano, e quando entra na sala, é um filme de romance antigo e cansativo. Como você se sentiria? Envolvido? Motivado?

Reflita e compartilhe o artigo. Isso me motiva a continuar escrevendo! Abraços. ;)

Caio Beck

Especialista em Educação de adultos.

E-mail: caiobeck@andragogiabrasil.com.br

Skype: caio.beck

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