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"Eu quero ir à escola um dia por semana, porque nesse dia posso aprender tudo o que me ensinam e os outros dias tenho para brincar". Essa frase foi dita por um garoto colombiano de 6 anos e reflete muitos pensamentos, não só de crianças, como de adolescentes e dos próprios adultos.

Qual é o aluno que gosta de estar em sala de aula? Veja bem, não confunda essa pergunta provocativa com 'gostar de estudar', ou 'gostar de novos conhecimentos', são coisas diferentes. Quero gerar uma reflexão sobre como utilizamos o tempo em sala de aula e se de fato, não damos razões aos nossos aprendizes para que surja esse desgosto.

Seja no ensino fundamental, médio ou superior, fazemos com que nossos alunos fiquem no mínimo de 3 a 4 horas por dia, durante 9 meses do ano, sentados em uma carteira em uma sala de aula, ouvindo passivamente um conteúdo pré-formatado. Existe um outro modelo? Talvez. Dessa maneira é eficaz? Essa é a pergunta cuja qual ainda não tenho a resposta.

Em um certo momento da aula, um aluno romeno de 12 anos se levanta e diz ao professor: "Você me roubou cinco horas da vida!". Se formos analisar friamente o julgamento do aluno, levando em consideração o período longo em sala de aula e o esforço grande que se faz para ali estar, começo a refletir se, eu como aluno, também não tive a vontade de me expressar dessa forma.

A maioria das pessoas que estão lendo este artigo já concluíram o ensino médio e possivelmente uma graduação. Como foi para você? O tempo em sala de aula era produtivo? As propostas de conhecimentos eram envolventes e faziam com que você se interessasse pelo modelo de ensino? Antes de terminar a aula já estava imaginando quando começaria a próxima, com aquela sensação de 'quero mais'? Te convido a pensar sobre isso.

Bem, mesmo as aulas de 50 minutos são 'demoradas', dependendo da forma com que você as encara. O 'engraçado' é que essa é a duração média de um episódio de um seriado do Netflix e quando este acaba sempre questionamos: Mas já? Estava tão bom! A diferença é que ao escolher um seriado, temos a opção de definir o tema, o título, fazer uma pausa quando desejamos, voltar e assistir novamente, diferente de uma aula tradicional, onde o tema é imposto e somos meros 'ouvintes'.

Precisamos atrair os alunos e não espantá-los como estamos fazendo há décadas. Já escrevi em outro artigo sobre uma nova percepção da sala de aula, onde reflito sobre a forma como enxergamos esse espaço onde educadores e aprendizes são 'obrigados' a frequentar, portanto não serei repetitivo. O que pretendo agora é buscar a resposta, junto com vocês, para entender de onde vem o desinteresse dos alunos pelo ambiente sala de aula.

Nós educadores temos uma parcela de responsabilidade? Penso que sim. Nos falta criatividade, conhecer novos modelos de ensino ou uma didática específica para atender as motivações e interesses individuais dos alunos? Se sim, o que estamos fazendo para mudar essa realidade? Se nos atentarmos as propostas educacionais nos documentos da UNESCO, assim com as mensagens que as conferências internacionais de educação tentam transmitir, é sempre no sentido de que precisamos mudar, fazer de uma maneira diferente, se não o egresso por parte dos alunos aumentará cada vez mais. 

Tanto eu, como você, estamos acostumados a ler notícias sobre instituições de ensino que inovam, que trazem de maneira inteligente, um novo caminho na educação, seja de crianças, adolescentes ou adultos. É o caso da Escola da Ponte, da École 42, da Escola Evangélica de Berlin, dentre várias outras. Se formos buscar um ponto em comum será o 'novo', a 'mudança'. Acredito que neste momento algum empreendedor, pensador, intelectual ou um professor 'normal' como nós, está refletindo sobre como melhorar essa relação de 'professor&aprendiz' e transformar a sala de aula em um lugar chamativo, envolvente e que traga a felicidade para ambos.

Certa vez ouvi uma frase: A inteligência que triunfa é a que alcança a felicidade. E por lembrar constantemente dela, sempre me pergunto se meus alunos estão felizes, se estou sendo flexível e inspirador em minhas aulas. Consigo deixar claro o por que e para que o aluno está ali? Com base nessa resposta, é possível motivá-lo a querer estar ali amanhã e depois de amanhã? Perceba que encontrar um motivo para ali estar, é fazer com que se crie um sentido para o aluno frequentar a sala de aula. Se não há motivo, não há prazer e, portanto, não haverá sentido em aprender.

Caio Beck

Especialista em Educação de adultos.

E-mail: caiobeck@andragogiabrasil.com.br

Skype: caio.beck

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