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O patrono da educação brasileira, Paulo Freire, é um dos idealizadores da pedagogia crítica e utilizou muitos conceitos da Andragogia em seus trabalhos sociais.

Além de ser considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica, o nordestino nascido em Recife/Pernambuco, fundamentou a sua prática didática na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade. 

Em 1964, o golpe militar o surpreendeu em Brasília, onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart. Freire passou 70 dias na prisão antes de se exilar. Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, Pedagogia do Oprimido. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organizou planos de alfabetização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores e, entre 1989 e 1991, foi secretário municipal de Educação de São Paulo.

Preocupado com a relação educacional do adulto, onde gerava muito analfabetismo no país, Freire começou a analisar como o adulto aprendia, ou porque não aprendia, e notou que era necessário ensinar o adulto a ler seu próprio mundo, respeitando assim seus conhecimentos e sua própria cultura. Propôs em seu método uma educação problematizadora e libertadora, contra o que mencionava o princípio de uma “educação bancária”, onde o aluno era meramente condicionado a memorizar.

Paulo Freire denomina esse tipo de “Educação Bancária” por assemelhar-se à relação entre o dono do dinheiro que deposita no Banco sua quantia através do caixa, e este lhe entrega o recibo de confirmação do depósito, mas a quantia recebida nada tem a ver com a pessoa que recebe o dinheiro e emite o recibo. Assim também é o professor que deposita seu conhecimento no aluno. Se o aprendiz não declarou sua necessidade de aprender um determinado assunto, em vão age o mestre, tentando ensinar-lhe aquele assunto que não lhe é significativo. 

O que ocorre nas instituições de ensino, em desrespeito a esse princípio andragógico, é o aluno adulto anotar e decorar as informações despejadas pelo professor, para na prova apresentar-lhe o recibo das informações cobradas e receber sua aprovação e o necessário certificado para o seu exercício profissional.

Na idade adulta, o indivíduo é autônomo, assim a aprendizagem não pode mais ser vista a partir de meras transmissões de informações e conhecimentos impostos pelo professor, e sim a partir de sua vivência, conhecimentos e da necessidade que tem de aprender o que lhe faz falta (Freire, 1996). Diferente de uma criança, o adulto percebe quais são os pontos que lhe chamam atenção e os conteúdos que lhe faz falta no dia-a-dia pessoal e/ou profissional. 

Paulo Freire destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política, e foi o educador brasileiro mais homenageado da história: ganhou 41 prêmios, dentre eles de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de enfarte.

Em um dos seus livros, Pedagogia do Oprimido, ele diz que “Ninguém educa ninguém, nem ninguém aprende sozinho, nós seres humanos aprendemos através do mundo” (Freire, 1968). Já no livro Pedagogia da Autonomia, que foi publicado um ano antes da morte de Paulo Freire, o autor diz que “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção” (Freire, 1996). 

Acreditando nas mensagens de Paulo Freire e com base em todos os conceitos andragógicos, muitos professores de nível superior buscam novas ferramentas aplicáveis aos alunos adultos, para que possam ter mais êxito em sala de aula e obter atenção especial do aprendiz.

Last modified on Terça, 03 Janeiro 2017
Caio Beck

Especialista em Educação de adultos.

E-mail: caiobeck@andragogiabrasil.com.br

Skype: caio.beck

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