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Desde o século XX, que muitos autores tentam incluir a Andragogia como um princípio didático aplicado em sala de aula. Por mais que se encontre atualmente muitos professores aplicando os conceitos Andragógicos, o modelo pedagógico ainda possui grande destaque nos métodos de ensino.
 
Como sabemos, os alunos não possuem as mesmas experiências, as mesmas culturas, nem mesmo possuem o mesmo processo intelectual e de aprendizagem. Alguns possuem experiências profissionais que podem ser somadas ao conteúdo e ser de maior absorção do resto da classe, outros possuem mais facilidades para cálculos e tem aqueles que compreendem melhor quaisquer informações transmitidas. Cabe ao educador, compreender "quem é quem" e entender que em uma classe, seja com 5 ou 50 alunos, cada individuo possui experiências que devem ser conhecidas e utilizadas para maior proveito do conteúdo abordado.
 
O ensino pedagógico tradicional desenvolvido e aplicado nas escolas do ensino fundamental e médio é considerado por muitos autores como ‘engessado’ e totalmente voltado para as necessidades escolares, ou seja, direcionado aos conteúdos, aos currículos pré-preparados, onde o professor centra-se em aulas não voltadas para os indivíduos aprendizes. Alunos adultos sabem, mais do que ninguém, de sua necessidade de conhecimento e para eles o 'como colocar em prática' tal conhecimento no seu dia-a-dia é fator determinante para o seu comprometimento com os eventos educacionais. 
 
Uma das vantagens da Andragogia é possibilitar ao aluno adulto a aplicação de seus conhecimentos já adquiridos até o momento, as experiências vividas e trabalhar seus interesses pessoais. Através de diálogo aberto, de discussões e questionamentos em grupos, o educador incentiva os aprendizes a compartilhar seus pontos de vistas e quando percebem que precisam de conceitos e teorias, serão conduzidos a buscar fundamentos e referências em literatura ou em pesquisas de campo. 
 
Andragogia já está bem fundamentada e resta agora, os centros acadêmicos brasileiros e seus educadores passarem a adotar suas metodologias no ensino de adultos, como já se faz em quantidade muito superior em países como Alemanha, Chile, Espanha, Estados Unidos e Portugal. Com uma rápida pesquisa, encontrará educadores aplicando métodos diferenciados para adultos em diversas partes do mundo. Posso citar exemplos como: Mazanah Muhamad, Guan Xiong, Koichi Sasagawa e Lawrence Tsui (no continente asiático); Chidchong Sianmali, Charles Kabuga, J. Aitchison e B Lessing (no continente africano) e poderia trazer inúmeros exemplos de educadores, pensadores e autores que defendem as práticas andragógicas no continente europeu e até mesmo na Oceania.
 
No Brasil a Andragogia ainda está 'engatinhando', mas muitas instituições de ensino estão valorizando os educadores que se especializam e buscam aperfeiçoamento nas práticas andragógicas. Conhecer os alunos adultos e as possíveis formas de aprendizagem é fundamental para qualquer educador, em qualquer sala de aula. Não queira ensinar um adulto da mesma forma com que se ensina uma criança, isso não vai dar certo.
 
Aplicar a Andragogia em sala de aula é dar um fim ao ensino por disciplinas, fragmentado, e que por muitas vezes não desperta interesse do aluno adulto, é isso que estes educadores estão fazendo. Por não conseguir relacionar com alguma aplicabilidade prática em seu dia-a-dia, o aluno perde o interesse pela teoria, não dando atenção ao conhecimento que o educador tenta transmitir. Nessa linha de raciocínio, um bom exemplo para demonstrar a visão do ensino com um conteúdo imposto ao aluno, sem relacionar com a sua necessidade de aprendizagem, são os ensinamentos matemáticos, como fórmulas de trigonometria e Pitágoras, em que o aluno não enxerga onde aplicar tais cálculos em sua vida pessoal.
 
Muitos autores que defendem o uso da Andragogia, utilizam o exemplo do ensinamento matemático, afirmando que não devemos apenas ensinar a matemática e sim, fazer o aluno adulto entender que essa disciplina é a mais antiga das ciências e que está relacionada com a vida diária de todos nós. Se um aluno adulto compreender que a matemática é utilizada nas compras e vendas, nas trocas e no convívio com a sociedade, a absorção e interesse pelo conhecimento será maior.
 
Em termos práticos, esse exemplo serve para quaisquer outras disciplinas, onde segundo as premissas andragógicas, o educador precisa mudar o conceito de cultura escolar tradicional e pensar no rendimento individual dos envolvidos. Se o educador conseguir traçar o perfil do aprendiz, será mais fácil identificar seus interesses, suas dificuldades e com quais experiências poderá contar para despertar a motivação interna de cada um dos alunos em sua sala de aula.
 
A Andragogia dá liberdade para que o processo de aprendizagem parta tanto do educador, como dos aprendizes que possuem experiências que podem somar no desenvolver de um conteúdo. As práticas andragógicas incentivam a participação de todos através do compartilhamento de experiências e conhecimentos, de forma horizontal, sem que o educador seja o 'centro das atenções'. O ensino não é 'top-down' e ao incentivar o compartilhamento da experiência dos adultos, faz do educador um facilitador do processo de ensino aprendizagem, transformando o conhecimento em uma ação recíproca de troca de situações vivenciadas, sendo um aprendizado em mão dupla. 
 
Para conhecer mais sobre a Andragogia aplicada em sala de aula, sugiro que leia nossos outros artigos, para que possa conhecer as teorias e pressupostos andragógicos, assim como as técnicas, ferramentas e métodos propostos pelos educadores de adultos. Esteja à vontade para colaborar com suas experiências, pois esse é um espaço aberto!

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